29 de jan de 2013

Savage Garden

Dos momentos que compartilhei
Os tenho guardado na memória.
Detalhes,flashes,frações
Cada cena uma fotografia.
Sorriso,suspiro,olhar
Luzes fortes refletindo as cores.
Desejo, luxúria, prazer
Tudo ao mesmo tempo.
Pele, cheiro,sabor
Toques arrepiantes
Curvas,corpos,sussurros
O intervalo entre uma batida e outra do coração.
Fôlego,suor,calor...
Dor?
Sabor,força,abraço
Alucinação utópica.
Mente, alma e equilíbrio.
Tudo isso em um só momento.
O momento em que a razão não faz parte
O momento em que o pudor não faz parte
O momento em que somente a liberdade rege
A livre queda.



26 de mar de 2011

Eu não sei dançar

"Às vezes eu quero chorar
Mas o dia nasce e eu esqueço
Meus olhos se escondem
Onde explodem paixões
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Outra coisa pra lembrar
Às vezes eu quero demais
E eu nunca sei se eu mereço
Os quartos escuros pulsam
E pedem por nós
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa pra lembrar
Se você quiser eu posso tentar mas
Eu não sei dançar
Tão devagar pra te acompanhar"
Sabe quando a música representa o seu estado de espírito?Então...

20 de mar de 2011

Amor platônico

Foi na 3º série do ensino fundamental que o meu coração experimentou a batida mais rápida por uma pessoa.
Era incrível!Ficava extremamente embaraçada quando ele se aproximava, quando sentava ao meu lado...eu simplesmente não conseguia tirar o meu pensamento dele.Foi o meu primeiro amor platônico.Sim, porque durou 3 anos e eu não tinha coragem nenhuma de me aproximar dele.É claro que a escola inteira sabia.Só de ficar olhando p\ ele eu já me sentia realizada.E é claro que ele era o garoto mais cobiçado da sala (não sei dizer se era o mais cobiçado da escola, enfim).E é claro também que, ele nem sabia da minha existência...ou melhor, sabia, mas não dava a mínima. Ou seja, eu era apaixonada por um garoto que me ignorava por completo.Até que ele foi embora da escola e eu curti a minha primeira fossa amorosa platônica.
Anos depois, eis que eu estava no shopping com uma amiga, e dou de cara com quem?QUEM?Com o meu first love. Nossa, eu o reconheci na hora e não acreditava que era ele mesmo.E o melhor estava por vir. Demos de encontro no corredor do shopping, eu o olhei e o reconheci, e ele me olhou, fixadamente, e depois seguiu o rumo dele. Eu estava conversando com a minha amiga, falando da história toda quando chegou um carinha e falou : "Tem um amigo meu querendo te conhecer." (ok, vamos fazer uma pausa só p\ explicar que essa situação toda aconteceu quando eu tinha 15 anos). Aí eu falei "Beleza, ele pode vir aqui." ... que quando eu vejo QUEM queria me conhecer eu quase tive um surto. "Que porra é essa?Esse moleque estudou comigo, na mesma sala, durante 3 anos...ele sabia que eu era apaixonada por ele e agora ele vem com esse papo de querer me conhecer?Putz, ele me ignorava mesmo." foi o que passou na minha mente quando aquele cidadão se aproximou de mim. Eu fiquei tão indignada que  falei: "Mas eu já te conheço.Estudei com você na escola tal durante 3 anos, você não se lembra?" Esse garoto ficou me olhando durante uns 10 segundos e sabe o que ele fez?Correu.Correu bonito no shopping à fora e eu e a minha amiga, começamos a rir, a rir, a rir (aliás, até hoje eu rio muito de tudo isso). Mas esse não foi o melhor. O melhor foi reencontrá-lo no corredor do colégio e descobrir que ele iria estudar na sala ao lado da minha...mas aí já não tinha mais graça...o meu coração já estava completamente tomado por uma outra pessoa.Mas essa é uma história para um outro post.

Essa situação cômica  me fez pensar: nunca devemos ignorar ninguém nessa vida.Se por acaso essa pessoa não te interessar de algum modo, o seu dever é ser sincero...aliás, é dever de todos sermos sinceros,não?

"Because life is infinite"



26 de jan de 2011

Há quanto tempo...

Well...
Um ano sem postar no blog, ostracismo total!!!!
O ano passado foi bem movimentado, uma vez que coloquei em prática tudo o que planejei: aula de inglês e mestrado...esse último continuará neste ano, pois requer horas e horas de dedicação.
O ano de 2010 foi bem interessante, no que se diz respeito a relacionamentos. Conheci pessoas, reencontrei outras, resolvi pendências...enfim, foi bem interessante.
E os planos para 2011 não poderiam ser menos desgastantes do que foram os planos para 2010!
Tirarei o ano para dedicar a minha carreira profissional...sim, porque no futuro quero ter muita grana p\ poder sustentar os meus vícios do tipo: reunião com os amigos, viagens, make up's (sim, adoro), viagens, vinhos, viagens, roupas, viagens, shows, viagens...enfim, só coisa básica.
Ok, está faltando algo nisso tudo...mas como as melhores coisas na vida acontecem sem que estejamos esperando, vou deixar esse "algo" assim...totalmente a vontade para acontecer.Porque você almejar uma coisa tão puramente abstrata como reconhecimento profissional, por exemplo, depende única e exclusivamente de você.Agora, desejar conhecer alguém...só aí já começa a bagaceira, simplesmente porque não depende somente de você...aí já parte para todo um processo que envolve pessoas, gostos, feeligns, emoções, tempo...e para que seja perfeito, tem que ocorrer análogo ao nascimento de uma estrela: se não houver gás o suficiente para iniciar a fusão, não tem como nascer o sentimento (a estrela se forma por causa da elevada concentração de gás, basicamente hélio e hidrogênio, que, conforme a temperatura aumenta,inicia-se a fusão nuclear.Este, por sua vez libera muita energia nascendo assim, a estrela (momento nerd, só p\ expressar a minha mais nova paixão: astronomia!!!)).
Tem gente que consegue ter uma "fusão nuclear" assim...como se fosse uma epifania...e eu não consigo ser assim. Acredito muito na convivência, no conhecimento, gosto de observar, de sentir, de ouvir, de cheirar...tudo bem que já me envolvi simplesmente por envolver...mas a diferença é gritante.
Então é isso, que venha 2011! : p


"We can do anything that we want...

Anything that we feel like doing
Advice..."


30 de dez de 2009

Das coisas mal resolvidas

Finalzinho de ano.
Confesso que estou ansiosa para o ano de 2010 começar. Não que eu tenha alguma superstição, mas é que realmente estou ansiosa. Tudo bem, essa ansiedade é puramente psicológica. Quero sentir logo a sensação de ano novo, coisas novas, objetivos a serem alcançados...essas coisas. Que aliás, tenho um monte de objetivos para alcançar em 2010 (cheguei a colocar no papel tudo aquilo que quero e vou fazer em 2010).
Mas isso tudo é porque o ano de 2009 foi meio ying/yang para minha pessoa.Quero logo enterrar o estresse, a angústia, a mágoa, o mal estar e principalmente as decepções de 2009.Cruzes, esse ano barrou a cota de decepção.Sempre me preservei, em todos os aspectos (tanto que o meu círculo de amizade é o mesmo há 10 anos), nunca deixei transparecer a minha vida, meus segredos p\ alguém, sem ao menos ter certeza de que valeria à pena. Só que nesse ano, não sei o que me deu, resolvi entrar p\ farra do boi...Só podia dar em uma coisa: merda total.
Bom, isso é uma parte do meu eu que pensa assim.
Por outro lado, não consigo me arrepender de certas coisas. Primeiro me envolvi com uma pessoa por pura carência (hoje eu tenho consciência disso) e quando levei o toco, fiquei chocada (claro, quem é que não fica?) mas que no final das contas foi até bom, pq as chances de dar certo era zero absoluto. Aí está a importância de curtir a fossa: quando falo em "curtir" não digo no sentido de querer cortar os pulsos, usar preto o dia inteiro, se trancar no quarto, essas coisas, mas sim em, fazer uma espécie de análise daquilo que você fez ou daquilo que não fez.Com isso você sempre encontra o motivo daquilo ter acontecido na sua vida.
Aí, de repente, me ví envolvida com outra pessoa.Foi rápido, na verdade já tínhamos afinidade mas ficava só no âmbito da conversa, amizade mesmo. Na época eu fiquei muito, mas muito apreensiva, pensando "Ixe, será que rola?"Mas como eu, Paula, tenho uma queda por coisas, situações e homens difíceis, nem pensei duas vezes.Mergulhei fundo.E foi muito bom.Me permitir coisas que jamais havia me permitido (me refiro a carinho, afeto, companheirismo, amizade).Ouvi coisas também que jamais tinha ouvido e lí coisas que foram escritas somente para mim...enfim, foi tudo maravilhoso e não me arrependo de nada.
Mas como o estado de felicidade plena não dura p\ sempre, infelizmente, acabou. Acabou rápido do mesmo jeito que começou.Tive raiva, ódio mesmo...porque a primeira sensação que vem é que você foi feita de palhaça, que o amor que você deu e acha que recebeu era na verdade um amor ordinário ...enfim, nesses momentos só aparecem pensamentos p\ te colocar p\ baixo mesmo.Aí os dias vão passando, família e amigos te dão apoio e os pensamentos começam a fluir novamente.Aí você tem o estágio de compreensão da situação.A tal análise na fossa...nisso concluí que realmente tinha que acontecer. Aí eu levantei a bandeira branca e não tive resposta.Isso é o que eu tenho mais dificuldade de entender e aceitar. Mas é o tipo da situação inevitável nesses casos.Cria-se uma parede de silêncio e tentar rompê-la antes do tempo fechar as cicatrizes, só traria mágoa e rancor.
Tenho momentos de lucidez e raiva à respeito disso. Evito ao máximo o pensamento " e se eu esbarrar com ele na rua" porque eu não sei qual seria a minha reação.Tenho medo de que eu seja hostil e que todo aquele sentimento ruim transpareça novamente.
Comecei a escrever este post sem muitas pretensões, mas acabou se tornando um desabafo. É bom isso porque fica a sensação de página virada.

E que venha 2010.

Nota: os links desse texto direciona p\ vídeos no youtube referente ao nome do link.
Amor ordinário: Sade - No Ordinary Love
Família e amigos: Chris Montez - Call me (a música é antiga mas a letra expressa tudo aquilo que sinto pelos meus amigos)
Bandeira branca: Dido - White Flag
Parede de silêncio - October Project - Wall of Silence




8 de dez de 2009

Vampiragem


Ontem fui ao cinema e assisti ao tão badalado "Lua Nova".Achei viagem da paróquia, mas confesso que a história de amor entre o anêmico Edward e a Bella Swan é muito bonitinho. Até porque, se não me engano, é o primeiro filme de vampiro em que um vampiro declara o seu amor p\ uma mortal (sem intenção de sugá-la...ou não).Os vampiros de Anne Rice não são assim. Lestat, por exemplo, é o vampiro mais escroto e belo, na minha humilde opinião. Não é fresco, suga mesmo o sangue dos outros e ainda arranjou uns malucos p\ formar uma banda de rock (o filme Queen of the Dammend é horrível, confesso). Já o Louis (de Interview with a Vampire) é um vampiro melancólico, sofre por ser o que é ("Louis, you are what you are") caracas, ainda lembro a fala :o
Mas a história de amor no mundo dos vampiros mais bonita é a de Francis Ford Coppolla na sua adaptação do livro Drácula de Bram Stoker.Acredito no amor que vem na alma após várias passagens na Terra.Não sei, mas sempre tive uma queda p\ esses tipos de romances...acho que é porque, p\ mim, soam bem mais verdadeiros do que os outros.(enfim, voltando a realidade...)
Essa história toda de vampiros e tals, me fez lembrar no meu primeiro blog, há exatos 10 anos atrás em que eu escrevi os meus delírios de adolescente querendo ser vampira (sim pessoas, podem rir, eu deixo).E o blog fez sucesso tá! :p
Aiaiaiaiaia, eu era feliz e não sabia, agora sou infeliz e sei (ok, frase mega deprê, só coloquei pq o trocadilho é infame mesmo hhehehe).

Postado ao som de Dido - White Flag

6 de dez de 2009

Conclusões na cama (ui)


Estava eu na minha cama refletindo sobre as coisas da vida e comecei meio a que fazer um balanço das coisas que aconteceram neste ano.Nossa...muitas coisas aconteceram comigo.Coisas boas e ruins também.Das coisas boas ficam o gostinho da nostalgia, daquela sensação de "ai, se acontecesse novamente seria tão bom", das lembranças quase que nítidas, enfim...Agora das coisas ruins ficam sempre as lições: de como não proceder, de como não se entregar, de como não mais fazer confidências, de como não confiar plenamente, de como não viajar na maionese e principalmente de como não deixar certas coisas atrapalharem os seus planos e objetivos na sua vida. Não tem como, é triste a verdade, mas você tem sim que ser egoísta e deixar p\ trás tudo aquilo que possa atrapalhar o seu futuro.
Até um tempo atrás (acho que uns dois meses atrás) eu não achava isso. Achava o mundo cor-de-rosa demais e acreditava que as pessoas, bem lá no fundo do seu ser, tinham uma certa empatia umas com as outras e com isso, o respeito e a confiança eram quase inatingíveis. Well, até que um evento da noite p\ dia coloca p\ chão tudo isso. E daí? O mundo não parou de rodar por causa disso. Antes eu era de curtir fossa, de ficar procurando o por quê daquilo tudo, procurando uma explicação lógica que me fizesse entender o motivo e blá blá blá. Foi aí que eu percebi que perdia muito tempo morgando por conta dessas coisas. A verdade é que as pessoas não se importam se estão magoando, machucando os sentimentos dos outros. Se aquilo vai trazer um benefício p\ ela naquele momento, então ela vai magoar e machucar sem piedade. Pode até a vir se arrepender um dia (quem sabe?). Aí vem a pergunta: Oh my god, o que fazer então? Ué, toca o foda-se.
Apesar de ter chegado a essa conclusão, eu ainda tenho uma certa dificuldade em aceitar os fatos. Sou uma pessoa muito cabeça dura e certas coisas não entram na minha cabeça.Sou uma pessoa impulsiva demaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiisssssssssss e pago pelos meus impulsos. Mas essa é uma característica que eu acho que não tem como mudar. É uma característica inerente a minha personalidade. Assim como o egoísmo é uma característica inerente a personalidade de alguns. E eu tenho o dom (?) de atrair pessoas egoístas...mas é aquela velha história: se não posso com eles, vou me juntar a eles.
Resumo da ópera: quanto mais escrota você for, menos porrada na orelha você levará.
Ah, esqueci uma coisa: não vale a pena ficar procurando explicação p\ certas coisas que acontecem na vida. Se não deu certo aquilo que você queria tanto, é pq tem coisa bem melhor por vir (isso se aplica a qualquer coisa na vida).

E é isso aí. Enjoy your life!


Ao som de A-HA Summer Moved On